Combater as drogas é escravizar a população

O que é o combate as drogas, se não a mais pura violência? Violência contra toda a população, violência contra os usuários de drogas e a violência como consequência da mesma.

O estado precisa de recursos para manter a política de combate as drogas. Como instituição criminosa que é, obtém tais recursos ao espoliar a população. Usa a força contra pessoas pacíficas. Dessa forma, toda a população têm seu direito a propriedade violado para combater algo que muitas dessas pessoas inclusive não gostariam que fosse combatido. A primeira forma de violência do combate as drogas é o roubo em massa feito pelo próprio estado.

Depois de atacar toda a população, o estado conduz um ataque ao usuário. Atua de forma a impedi-lo de usar o corpo e a própria propriedade da maneira que desejar. Viola seu direito a vida, propriedade e liberdade implicando que uma opinião é mais valiosa que tudo isso. O indivíduo perde a soberania individual e torna-se mero escravo das opiniões transformadas em imperativos pelo estado. Os que concordam com tal arranjo apenas rezam para que as suas e não as outras opiniões tornem-se a norma. A luta destes não é pela liberdade, mas pelo poder de impor suas ideias.

Por fim, além de imoral, o combate as drogas é ineficiente. Enquanto há demanda, há mercado. Se o estado proíbe a venda, um mercado negro é criado. Diferentemente do mercado comum, o mercado negro recompensa os mais violentos. Enquanto os gastos chegam a níveis estratosféricos e o consumo se mantém o mesmo (pois o estado é ineficiente no combate), a violência só aumenta. Entre em algum portal de notícias qualquer e busque pela palavra “traficantes”. O número de tiroteios, assaltos, sequestros, mortes e até mesmo estupros envolvendo essa palavra é exorbitante. São notícias diárias sobre tal assunto. E tudo isso graças a proibição estatal.

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A subversão da moral permite a subida de assassinos a um status de herói. Pablo Escobar era visto como um bom homem por parte da população da Colômbia. Traficantes são vistos como heróis por alguns jovens por agirem como um estado paralelo mais eficiente que o próprio estado. A proibição dá a eles a possibilidade de lucrar muito graças ao mercado mais restrito e, dessa forma, comprar pula-pulas para as crianças do local onde vivem, oferecerem presentes aos moradores. Mas muitos destes ainda são assassinos. Assassinos não deveriam ser tratados como heróis, mas a proibição das drogas possibilita isso ao dar poder a tais pessoas. Esse poder maligno é visto como uma vitória sob a fraqueza e passa a ser objeto de idolatria.

“O dano produzido a sociedade por maus hábitos não é nada comparado ao dano produzido pela violência do aparato estatal.” – Larken Rose

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