“Se você não gosta das regras do estado, então simplesmente pegue suas malas e vá para outro lugar!”

 

O estado é uma instituição detentora do monopólio do uso da força em determinado território. Dentre outras coisas, o estado consiste num pequeno grupo de pessoas espoliando e ditando regras para uma grande massa. Os estatistas, longe de serem indivíduos iluminados e cheios de sabedoria, são, na verdade, o pior tipo de criminoso existente.

Diferente do ladrão de rua, os estatistas não roubam-lhe explicitamente, mas tomam seu dinheiro na surdina. E, pior que o ladrão de rua, não deixam-lhe em paz após o ato do roubo, mas desejam continuar parasitando constantemente e dando-lhe ordens arbitrárias.

Ainda assim, uma grande massa apoia a existência de tal instituição. Mesmo que o estado só possa existir mediante o consentimento ativo ou passivo destas pessoas, elas ainda o apoiam.

Na verdade, muitas destas pessoas ririam de você caso você manifestasse suas opiniões contrárias a tal instituição. Afinal de contas, é perfeitamente normal que um grupo de pessoas viva as suas custas, que tome decisões por você, que erre em seu nome. E que, além de tudo isso, tem o poder de dizer-lhe o que você pode ou não consumir. De cercear suas liberdades individuais a qualquer momento que desejarem.

É claro que tudo isso só pode ser feito através de uma grande lavagem cerebral. Ninguém em sã consciência apoiaria tal arranjo. Cabe, portanto, aos libertários a tarefa de abrir os olhos daqueles que foram enganados pela propaganda estatal por tanto tempo.

Qualquer um que deseje provar-lhe a moralidade do estado irá falhar miseravelmente, pois o estado é imoral e não possui qualquer legitimidade para taxá-lo.

Um estatista ainda poderia argumentar que tal arranjo é apoiado pela maioria, mas isso é, na verdade, indiferente. Um ato não se torna menos criminoso caso muitas pessoas o apoiem. O assassinato, o roubo e o estupro não se tornariam atos melhores caso as pessoas resolvessem defendê-los.

Por fim, minha presença em determinado território não significa que eu concorde ou consinta com a presente situação.

Imagine que seu vizinho joga lixo no seu quintal. Caso você não se mudasse, isso significaria que você consente com aquilo? Não me mudo, não consinto com o lixo jogado em meu quintal e nem com as regras estatais.

A grande questão está na legitimidade de determinada pessoa (ou grupo de pessoas) em fazer as regras para determinado local. Antes de dizer que libertários devem sair de determinado local caso não concordem com as regras impostas pelo estado, estatistas devem provar a legitimidade do estado em realizar tal ato.

O que falta ser respondido é o por quê de pessoas pacíficas terem de sair enquanto aqueles que estão iniciando o uso da força possuem o direito de ficar e ditar as regras.

Como eles irão defender o roubo político e negar a legitimidade do roubo em suas vidas pessoais sem se contradizer, eu não sei. Cabe a eles tal malabarismo.

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“Se você não gosta das regras do estado, então simplesmente pegue suas malas e vá para outro lugar!”

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